sábado, 16 de novembro de 2013

Um papo 2.0 sobre Platão e salsicha.


A não linearidade dos textos digitais proporcionada pelos hiperlinks produz uma experiência inédita na leitura e exige do leitor uma capacidade de foco e perfil de curador digital para conseguir filtrar conteúdos que se distanciem da superficialidade.


Lucia Santaella em seu livro “Cultura e Artes do Pós-Humano” (1), diz: "A velocidade digital cega-nos (Holtzmam 1997:169). Com uma tal rapidez de acesso é tão fácil saltar de uma página para a outra, quanto da primeira para a última(...). Em menos de um piscar de olhos, pode saltar-se de Platão para a salsicha, como diz Umberto Eco."

De fato, muitos leitores só conseguem enxergar a salsicha e acham que as redes sociais param por aí. Outros enxergam mais longe e conseguem se aprofundar em poemas do inicio de século XIX de Mário de Sá-Carneiro, passeiam por museus virtuais, leem obras raras em bibliotecas virtuais e alimentam-se de muitas informações valiosas além de construir novos amigos em relações que saem do computador e vão para uma mesa de bar ou até mesmo para uma lua de mel. Não são poucos os casos de casais que se conheceram nas redes sociais.


Motivos não faltam para amar Platão e odiar salsichas. Ao mesmo tempo em que estamos vivendo como se estivéssemos em uma UTI, completamente dependentes de aparelhos a nossa volta, ainda há pessoas que resistem ao computador e às redes sociais.  Muitos acreditam que é "tudo besteira" ou uma perda enorme de tempo.

Por ser exageradamente plugada e tecnológica, claro que sou suspeita ao falar, mas vou contar um episódio que me aconteceu e descrever um pouco como eu uso as redes sociais.

Há 3 anos quando estive de férias visitando minha mãe acessei várias vezes o Skype do computador dela. Com 72 anos na época, ela me abordou preocupada com a sua conta telefônica. Mas como você está falando e não está gastando nada, disse quando eu respondi para não se preocupar. Estou usando o Skype, você não conhece? Pronto, foi o momento certo para eu ensiná-la a usar e alguns dias depois  ela já tinha achado o irmão e a irmã que não via por foto há mais de 10 anos. Não precisa dizer que hoje ela não desgruda do Skype e a família está toda conectada. Às vezes esperar o momento certo e com jeitinho, sem que a pessoa perceba, você consegue quebrar uma barreira enorme.

No mínimo me intriga quando alguém jovem diz que o Facebook é uma perda de tempo, o Twitter nem pensar ou não ter sequer um nickname no skype e o currículo no Linkedin.

No caso do Twitter pode ser uma salsicha para muitos, mas gosto de contar o uso que faço dele, pois talvez o seu sucesso passe a fazer sentido. Não uso o twitter como forma de buscar pessoas que me sigam e sim como forma de seguir pessoas interessantes e descobrir quantas pessoas mais interessantes ainda ela segue para que eu possa segui-las também. Com isso, chego a  Buda ou algum guru dos gurus. É a teoria dos 6 graus de separação. Basta fazer uma boa curadoria digital e selecionar perfis com conteúdos relevantes que isso garantirá uma aceleração enorme em sua curva de aprendizagem coletiva. Temos grandes twitteiros e o Twitter promete crescer muito, pois acaba de abrir seu capital na bolsa de valores.

Você conhecem os contos de fada twitterianos (até 140 caracteres) no Youpix?  
Cinderela – Moçoila chega ao baile na beca. Só que à meia noite rola uma parada estranha: seus cavalos viram ratos e a carruagem, uma abóbora. Sinistro.
  
Pois é...essa foi uma brincadeirinha só para descontrair e explicar de um jeito bem humorado como são os textos do Twitter. Existem os platões, mas também existem as salsichas. Aprenda a fugir delas.

Veja na imagem abaixo um exemplo de quem eu sigo. O cientista Silvio Meira tem 163.201 seguidores e com um clique eu posso selecionar quem eu quero seguir também. Reparem nos Seguidores do Silvio Meira e no botão de Seguir. Basta clicar e os posts desses seguidores aparecerão em meu mural.  Silvio Meira escreve muito e é uma fonte de informação primária, mas também bebe de várias outras fontes, pois reparem que ele já twittou 8.447 posts.
No twitter não é necessária a aprovação prévia para ser seguido. O fato de estar no Twitter já caracteriza esse desejo.




A frase de Umberto Eco lembrou-me do sociólogo Zygmunt Bauman que em uma entrevista recente ironizou a frase de um amigo que dizia ter 500 amigos no Facebook. Como pode alguém ter tantos amigos, questionou Bauman. Não seria possível dar conta de tantas relações....

No Facebook gosto de curtir várias páginas e acompanhar os feeds de páginas que me mostram tudo que essas páginas publicaram. E claro, gosto muito de publicar conteúdos interessantes para os amigos reais e virtuais que tenho por lá.

Quando alguém me diz que o Facebook é uma perda de tempo, claro que concordo, mas é possível desviar das besteiras bloqueando as pessoas, não aceitando como amigo ou mesmo apenas lendo os feeds de páginas que você curtiu. Não é preciso ter amigos no Facebook, basta ter interesses e buscar os grupos e páginas com os quais você se identifica. Selecionando amigos e buscando conteúdos relevantes você descobrirá um outro Facebook.

Outro recurso que adoro é o Feedly, que utilizo como meu leitor de notícias. Tudo que me interessa crio uma categoria e salvo no Feedly. Assim, leio “meu jornal” todos os dias. Não preciso ir de site em site. Isso é ótimo e traz um ganho de produtividade enorme. Ensino essa prática em uma Oficina de um dia que ofereço ao mercado e está divulgada no site da empresa. 

O que faz com que alguns encontrem conteúdos sobre Platão e outros fiquem na salsicha? De fato existem aqueles que não estão procurando desenvolver seu conhecimento e sim se divertir um pouco. Aqueles que são céticos em relação às redes sociais,  não chegarão em meu post e não estão nesse mundo de possibilidades através da aprendizagem coletiva.

O mundo presencial leva ao virtual e o virtual nos leva de volta ao presencial. Esse deveria ser o equilíbrio desejado hoje, mas muitos não saem do presencial e muitos só ficam no virtual, criando extremos que  distorcem a realidade. Sim, a realidade está também no mundo virtual. Mas é preciso escolher entre Platão e salsicha e isso não é muito fácil e nem intuitivo. Requer cultura digital, conhecimento sobre fontes de informação, discernimento para lidar com os perfis falsos e notícias falsas, além de desenvolver um código de ética sobre como se comportar, o que postar e como configurar sua privacidade nesse ambiente. 

Como isso ninguém nos ensina, somos obrigados a conviver num mundo de distorções, exageros, ameaças e futilidade, mas querendo aprender mais sempre terá alguém por perto pronto para te ajudar. O que não dá para fazer é transformar as salsichas em desculpa e se alienar diante de tantas possibilidades.

Aguardo seus comentários para evoluirmos a discussão!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Escritórios jurídicos: particularidades na gestão da informação e do conhecimento

"​O conhecimento e a informação são os recursos estratégicos para o desenvolvimento de qualquer país. Os portadores desses recursos são as pessoas" Peter Drucker"

Tenho abordado em meus posts assuntos como dado, informação, conhecimento, tecnologias sociais e gestão, voltados para qualquer área do conhecimento, mas será que em todas as áreas se aplicam as mesmas metodologias e os mesmos fluxos documentais e informacionais? A resposta, claro, é NÃO. É incrível como cada empresa passa a ter um pouco da personalidade do dono misturada com a dinâmica de seu negócio e a cultura de seus funcionários. Mesmo estando no mesmo ramo de negócio, dois escritórios jurídicos nunca serão iguais em relação a seus fluxos documentais e informacionais. Há escritórios pequenos e  extremamente conectados ao mundo digital e grandes escritórios com dificuldade de darem os primeiros passos rumo ao "paperless" (1).
Ainda existem inúmeros escritórios que não possuem sequer um sistema de gestão documental e utilizam a rede do escritório e o Internet Explorer para estruturar seus arquivos e documentos. Como o caos e a ordem são parentes de primeiro grau, às vezes a sorte bate à porta e às vezes o caos impera e acaba não se encontrando um documento.
O ambiente jurídico tem inúmeras particularidades que tornam um projeto de gestão de informação e gestão do conhecimento um desafio maior. O escritório é uma empresa do conhecimento. Seus serviços prestados advém da inspiração e criatividade de sua banca de advogados, o que chamamos de conhecimento tácito e portanto de difícil captura.
 
Aestratégia da defesa também envolve muito a experiência e a inteligência emocional além da jurisprudência e domínio da área em questão. Habilidades de arguição e equilíbrio emocional não se aprendem lendo um livro. A vivência e a educação são fatores que contam muito nesse momento e dificilmente são transferidos de uma pessoa a outra.

No campo da gestão da informação posso exemplificar em ações do tipo padronização de nomenclatura de documentos, levantamento de tipologia de documentos, tabela de temporalidade, sistema de gestão eletrônica de documentos (GED), vocabulário ou lista controlada de termos, dentre outros.

Já no campo da Gestão do Conhecimento as melhores práticas do escritório podem ser tratadas de forma diferenciada, Quem é Quem para conhecer o perfil do advogado e melhor aproveitar sua banca para projetos específicos, momentos e locais informais para compartilhamento e conversas (coffeelaw), Gestão de relacionamento com o cliente - CRM (2), dentre outros.

Assim, dois grandes desafios passam a ser estruturar e sistematizar a informação e documentação não estruturada aplicando técnicas de gestão da informação e desenvolver práticas, metodologias e ferramentas de Gestão de Conhecimento para que o escritório possa começar a compartilhar e reutilizar informação de valor.
  
Tecnologia e Processos são fundamentais, mas se a base não estiver sólida, se as pessoas não estiverem capacitadas e envolvidas e se não houver procedimentos, práticas e metodologia de gestão da informação e gestão do conhecimento, no mínimo a perda de tempo será enorme.

Nos EUA diversos escritórios têm um profissional chamado Knowledge Worker, ou   Knowledge Manager, numa tradução livre seria o gestor do conhecimento. No Brasil vemos o profissional de Biblioteconomia e Ciência da Informação assumindo esse papel, pois como ele é o responsável pela Biblioteca e Arquivo, naturalmente acaba assumindo essa função.

A gestão do Conhecimento é uma consequência de processos bem mapeados, informação tratada com qualidade, tecnologia adequada e cultura propícia a suas práticas. Não é tarefa simples, mas os benefícios e o ganho de produtividade são enormes. 

Por onde começar? Sem dúvida alguma pela organização de documentos, cujos dados tratados com qualidades permitirão a obtenção da informação e a geração do conhecimento.

Leia também o post sobre Gestão do Conhecimento Organizacional  


(1) Paperless​ – diminuição de papel

(2) CRM - Customer Relationship Management 


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Inovação na Gestão da Informação

Nos dias 29 e 30 de outubro de 2013 aconteceu em SP o Fórum Executivo SBGC (1) que teve em seu tema central a pergunta: como transformar conhecimento em vantagem competitiva?

Tivemos apresentações de empresas como BrasilKirim, Petrobrás, Sebrae, Ecopetrol, Vale S.A e outras.
De todos os conteúdos apresentados, ficou claro que o maior desafio está nas pessoas, na gestão de pessoas e na combinação de competências pessoais e profissionais capazes de promover a sinergia necessária na organização para estruturar suas informações de forma a utilizá-las como vantagem competitiva e alinhamento estratégico.

Um excelente exemplo foi o caso do Sebrae Nacional, brilhantemente apresentado pelo bibliotecário coordenador Geraldo Magela. O Sebrae comprou a ferramenta de busca do Google, mas desenvolveu um vocabulário controlado para suas unidades de negócios e acoplou a inteligência do vocabulário no dicionário do Google. Com isso resolveu um dos problema que a web semântica vem tentando resolver que é o controle de sinonímia. Ao pesquisar educação a distância é possível recuperar também curso on line por serem sinônimos identificados através de um vocabulário controlado chamado Thesaurus (2). Esse exemplo mostra a importância da gestão da informação na gestão do conhecimento. Há uma perda significativa na busca quando sistemas de informação não tratam seus termos de forma relacionada. Esse trabalho é intelectual e exaustivo. Não basta comprar o Google, instalar em seu servidor e achar que a ferramenta passará a encontrar "tudo". Uma experiência é encontrar tudo sobre a palavra que se busca e outra experiência é encontrar a informação relevante sobre o tema que se deseja pesquisar. O exemplo acima citado prova isso. Pesquisar os conceitos de Precisão e Revocação ajuda a entender essa diferença.  Segundo Lancaster (3), Revocação é a capacidade de recuperar documentos úteis e Precisão é a capacidade de evitar documentos inúteis. O tratamento da informação conduz um sistema de informação para o caminho da precisão.

Outro desafio que fica claro é a gestão da informação não-estruturada. Aquela que se encontra nas pessoas, nas redes sociais, nos emails e são difíceis de serem estruturadas a partir de dados em um sistema de informação. Um email trata de vários assuntos e ainda contém anexos. Já o conhecimento tácito necessita de metodologias e sistematização para ser minimamente estruturado. Exemplos de metodologias são entrevistas, depoimentos, vídeos ou outros recursos que permitam inserir o conteúdo extraído em uma base de dados. Muito conhecimento está depositado em dicas de posts nas redes sociais. Como fazer para registrar e se apropriar desse conhecimento? 

Durante o evento tive o prazer de conhecer uma atriz que trabalha na Biolab com storytelling (4). A Danielle Salibian tem uma missão bastante inovadora como não poderia deixar de ser na Biolab, empresa que tem a inovação em seu DNA. A partir de suas competências como atriz a Danielle passa a ser uma facilitadora para interagir com os pesquisadores e buscar estruturar seus conhecimentos. Não é por coincidência que ela atua na área de informação. Muito interessante! Já tinha visto uma empresa de Engenharia utilizar atores em suas reuniões de diretoria, mas uma atriz com esse papel em uma organização creio ser uma tendência inovadora. Para conhecer um pouquinho mais sobre o tema tem um artigo recente na mídia bastante esclarecedor. http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2013/10/30/storytelling-um-jeito-divertido-de-treinar/

Vejam quantas competências novas estão surgindo. Muito difícil ficar em uma carreira linear em tempos de inovação e o caminho é um só: da informação não estruturada para dados formatados em uma base de dados e daí para a rede de informação estruturada compartilhada. 


A gestão do conhecimento não necessita estar em uma área ou em uma pessoa e sim na cultura, na estratégia e no alinhamento das ações voltadas ao mercado, produtos, serviços e inovação da organização.


Compreender qual é a informação necessária para a organização, saber onde buscá-la e como estruturá-la, são alguns dos desafios e competências necessárias além da gestão de pessoas e principalmente de talentos.


Era da Informação, Era da Economia da Informação, Era da Informação Extrema, Era da Sociedade Digital ou Era do Conhecimento...não importa o nome que se dê. Queiramos ou não, estamos todos nessa era e Conhecimento é o que todos buscam, concordam?


E ao pensar em uma imagem para esse post, me veio à mente o Cirque du Soleil. Como eles inovaram no conceito de circo buscando um nicho que não existia e criando um espetáculo admirado por todos. Ultrapassaram fronteiras culturais, religiosas, sociais, físicas...e criaram uma organização forte baseada na diversidade, em múltiplas competências e na inovação. Fica a inspiração!



(2) Thesaurus – Vocabulário Controlado de termos relacionados entre si.
(3) Lancaster - LANCASTER, F. W. Princípios da indexação. Indexação e resumos: teoria e prática. 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos, 2004.
(4) Storytelling - Técnica que consiste em representar os conhecimentos em formato de história para transmitir em um novo conhecimento. 

domingo, 27 de outubro de 2013

Aos estagiários 2.0 com carinho: cuidados na apresentação do currículo


Com 30 anos de carreira já passei por inúmeras experiências de contratação. Recentemente precisei contratar um estagiário e me deparei com vários erros cometidos por candidatos que podem ser simples de serem sanados. Então resolvi registrar algumas dicas de maneira simples esperando contribuir em aumentar as chances de contratação.

Depois de escrever os itens abaixo percebi que serve não apenas para estagiários, mas para todos que tenham alguma dúvida e que possam usufruir de alguma ideia.

Aí vão as dicas que considero relevantes:

a. Apresentação - Estruture o currículo de forma clara, com objetivos, todos os dados de contato, informações pessoais e acrescente no mínimo um parágrafo sobre suas atividades em cada experiência. Envie conforme solicitado sempre com o mínimo uma frase de encaminhamento.
Caso vc não se encaixe à vaga e queira arriscar, envie um texto se apresentando e perguntando se pode enviar o currículo mesmo assim. NÃO envie currículo sem que esteja minimamente dentro do perfil solicitado. Isso deixa o recrutador nervoso e você dificilmente chamará a atenção de forma positiva. Um tamanho ideal de currículo está em torno de duas a três páginas.

 
b. Personalize o currículo - Cada oportunidade é única. Só envie o mesmo currículo quando tiver a certeza de que as oportunidades são semelhantes. Do contrário procure destacar e descrever em sua experiência aspectos semelhantes aos que estiverem sendo solicitados na oportunidade. Às vezes o que uma oportunidade solicita está "escondida" em um curso que você fez ou em alguma atividade que exerceu. Aproveite para refazer o currículo com os destaques que lhe favorecem. Salve em um diretório os diversos perfis criados para facilitar o envio em uma próxima oportunidade.
 
c. Eventos - Participação em eventos é muito importante. Guarde todos os certificados e mencione no currículo aqueles que forem relevantes para a vaga pretendida. Se você é do tipo que vai em todos os eventos procure selecionar os mais relevantes e escreva pelo menos uma frase sobre o evento ou mande um link que esteja disponível na web.
 
d. Pretensão salarial - Caso o anuncio solicite a pretensão salarial, não deixe de colocar no mínimo seu último salário e benefícios ou sua pretensão com benefícios desejados. Atenção: PRETENSÃO escreve-se com "S". Você pode colocar uma faixa salarial ou uma estimativa sem se comprometer, mas não deixe de colocar algum valor caso solicitado. Isso pode ser considerado desatenção e seu currículo ser descartado para a vaga.
 
e. Editoração - Passe o corretor ortográfico e cuide da estética do texto, Justifique o texto alinhando o parágrafo, coloque itens ou números quando for o caso. Utilize negrito para destacar algo ou itálico caso a palavra seja um jargão ou em outra língua.
 
f.  Redes Sociais - Cuidado com seu perfil nas redes sociais. Se você é do tipo que escreve palavrão em post, fala mal de alguém ou só usa as redes sociais para reclamar que é segunda-feira ou comemorar que é sexta-feira, você pode perder uma boa chance de emprego. As redes sociais hoje são muito consultadas por profissionais de recrutamento e seleção e seu perfil social pode ser facilmente mapeado.
 
g. Perfil Profissional - Crie perfil no Linkedin, participe de grupos profissionais e construa sua rede aos poucos para que seus contatos falem sobre você e endossem suas qualidades. Um boa parte das oportunidades hoje vem das redes sociais e portanto estar nelas e participar comentando, compartilhando ou curtindo é fundamental.
 
h.  Plataforma Lattes - O Lattes é o ambiente onde docentes devem manter sua produção intelectual atualizada, mas ela pode ser utilizada por estudantes que desejam ir registrando seu currículo, seus eventos e sua produção intelectual também. Você pode criar um perfil acadêmico e incluir em seus dados pessoais o link gerado pela plataforma Lattes para divulgar seus dados no currículo.
 
i.  Jargões e Termos Técnicos - Se sua experiência for técnica, evite jargões do tipo "catalogação e indexação", "Setor de Referência" e outros...você pode mencionar, mas procure "traduzir". Se você sabe que o seu currículo irá para um profissional da área, aí você pode utilizar termos técnicos como uma exceção.
 
j.  Cultura organizacional - Cada empresa tem uma "personalidade" e você irá para uma primeira entrevista sem saber quais os hábitos e cultura da empresa. Procure ir com uma roupa discreta, social, sapato (tênis NUNCA) ou sandália. Homens de barba feita e mulheres sem muito decote, alcinhas ou saia muito curta. Na web tem muito conteúdo sobre a primeira entrevista, dicas de como falar etc. O mais importante é procurar ser o mais natural e autêntico possível.
 
k.  Cartão de visita - Faça um cartão de visita com seus dados pessoais, sua área de atuação e seu email pessoal. É barato e mais fácil de você ser lembrado. Utilize em eventos e até para anexar junto ao currículo.
 

  l. Email pessoal - Nunca dê seu email profissional para situações pessoais e evite ao máximo o uso de emails corporativos para trocar mensagens pessoais. Seus emails podem ser rastreados facilmente. Dependendo da empresa essa prática pode inclusive levar a demissão se houver políticas claras proibindo o uso. E aí vai o último toque. Se você assinar algum termo relacionado ao assunto não deixe de ler!

m.
 Lei do Estágio -Conheça a LEI Nº 11.788, DE  25 DE SETEMBRO DE 2008.  


Boa sorte!! 

sábado, 26 de outubro de 2013

Datalização: a pegada digital

Quem nunca brincou na praia de seguir pegadas na areia? Às vezes encontrávamos o dono da pegada, às vezes um chinelo perdido e muitas vezes elas iam sumindo e não encontrávamos nada. É mais ou menos essa a experiência que estamos tendo hoje ao buscar um conteúdo. Peter Morville já dizia, quando encontramos algo nos transformamos. Ao absorver um conteúdo e internalizá-lo passamos a adquirir novos conhecimentos. 

Quando o mundo ainda era analógico, as chances de encontrar algo pareciam maiores. À medida que as empresas digitalizam seus documentos e se virtualizam vai ficando uma sensação de perda de controle e aumenta muito a dificuldade de se encontrar informação criada digitalmente ou digitalizada. Quais são as boas práticas para procurarmos minimizar a perda da pegada digital e morrermos na praia ?

Para falar sobre esse assunto, recentemente esteve no Brasil participando do III Seminário Internacional Aquivos e Museus de Pesquisa, em São Paulo, Marcia Lei Zeng, da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Universidade de Kent, nos Estados Unidos. A especialista  apontou a prática da datalização como a única forma de organizar e recuperar conteúdos digitais e a importância da Web Semântica nesse contexto. Breve a apresentação deve estar disponível no site do Sesc.
  
A expressão Datalização (derivada de dados em inglês), corresponde à utilização de ferramentas, práticas e protocolos a serem adotados no momento da descrição de um conteúdo digital. São políticas que devem ser adotadas no âmbito da organização.Se for uma instituição pública que necessita trocar dados, cresce a importância da busca por metadados padronizados para poder promover a interoperabilidade entre os conteúdos. Se a organização for privada, a responsabilidade em estabelecer políticas de datalização não diminui e o desafio torna-se até maior por tratar conteúdos que muitas vezes não possuem padrões de metadados, como por exemplo uma base de conhecimento de Quem é Quem na organização. 

sábado, 19 de outubro de 2013

Você sabe o que é Informação Extrema? E Pensamento Extremo?


Bem vindo ao pensamento extremo! Ele vai além do pensamento sistêmico tão disseminado e estudado por Peter Senge em seu livro A Quinta Disciplina. Não basta você ter uma visão 360 graus, agora é preciso ser vidente, capaz de pensar rapidamente nos impactos das novas tecnologias da informação e comunicação nos negócios e principalmente poder tratar dados e informação relevantes, que produzam sinergia e façam com que um mais um seja igual a três.

Provavelmente um chaveiro continua fazendo cópia de chaves com uma máquina muito parecida com a qual surgiu  esse negócio, mas para quem escolheu atuar no universo corporativo, infelizmente ou felizmente, não dá para continuar fazendo o mesmo. 
    
         " (...)  geralmente  as  pessoas  insistem  em  ver  o  velho  no  novo"  (Rodchenko  apud Lavrentiev, 1996)

Há poucos dias em São Paulo, aconteceu o evento ECM Show 2013 cujo tema principal foi a era da informação extrema. Mal passamos pela era da informação, era do conhecimento e agora surge a era da informação extrema, ou era da governança extrema da informação.  Fico imaginando que nome se dará daqui a 10, 20 anos, ao volume de informações e às tecnologias/inovações disruptivas, que criam novos mercados.

Abrindo um parênteses, o termo Inovação Disruptiva  foi cunhado por Clayton Christensen, e diz respeito às mudanças não relacionadas a uma revolução ou evolução. Elas rompem barreiras, paradigmas, modelos mentais e criam necessidades que não existiam. O notebook é um exemplo de inovação disruptiva. Ele permitiu que as pessoas conseguissem ter mobilidade ao usar o computador.

domingo, 13 de outubro de 2013

​Metadados e seus significados


A definição clássica, metadados são dados sobre dados, que lemos em todo início de artigo sobre o tema, não é suficiente para compreendermos o termo, suas implicações e aplicações. O universo de profissionais da informação que se utilizam dessa definição é muito amplo e os conceitos e entendimentos se confundem. 

O prefixo “Meta” vem do grego e significa “além de”.  Portanto, o objetivo é fazer com que o metadado vá além do dado. Então vou procurar explicar o que é esse “além” na visão de áreas distintas.

Para expor os diferentes conceitos, tomarei como base o entendimento e aplicação para os profissionais da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, comparados com profissionais da área de Tecnologia da Informação. O significado de dados sobre dados é completamente diferente.