Bem vindo ao pensamento extremo! Ele vai além do
pensamento sistêmico tão disseminado e estudado por Peter Senge em seu livro A Quinta Disciplina. Não basta você ter uma visão 360 graus, agora é preciso ser vidente,
capaz de pensar rapidamente nos impactos das novas tecnologias da informação e
comunicação nos negócios e principalmente poder tratar dados e informação
relevantes, que produzam sinergia e façam com que um mais um seja igual a três.
Provavelmente um chaveiro continua fazendo cópia de
chaves com uma máquina muito parecida com a qual surgiu esse negócio, mas
para quem escolheu atuar no universo corporativo, infelizmente ou felizmente, não
dá para continuar fazendo o mesmo.
" (...)
geralmente as pessoas insistem em ver
o velho no novo" (Rodchenko apud Lavrentiev, 1996)
Há poucos dias em São Paulo, aconteceu o evento ECM
Show 2013 cujo tema principal foi a era
da informação extrema. Mal passamos
pela era da informação, era do conhecimento e agora surge a era da informação
extrema, ou era da governança extrema da informação. Fico imaginando que
nome se dará daqui a 10, 20 anos, ao volume de informações e às
tecnologias/inovações disruptivas,
que criam novos mercados.
Abrindo um parênteses, o termo Inovação Disruptiva foi cunhado por Clayton Christensen, e diz respeito às mudanças não relacionadas a uma revolução ou evolução. Elas rompem barreiras, paradigmas, modelos mentais e criam necessidades que não existiam. O notebook é um exemplo de inovação disruptiva. Ele permitiu que as pessoas conseguissem ter mobilidade ao usar o computador.
Abrindo um parênteses, o termo Inovação Disruptiva foi cunhado por Clayton Christensen, e diz respeito às mudanças não relacionadas a uma revolução ou evolução. Elas rompem barreiras, paradigmas, modelos mentais e criam necessidades que não existiam. O notebook é um exemplo de inovação disruptiva. Ele permitiu que as pessoas conseguissem ter mobilidade ao usar o computador.
Fechando o parênteses, John Mancini, presidente da Association for
Information and Image Management (AIIM), a principal associação de
âmbito mundial sobre gestão da informação, participou virtualmente do evento
ECM Show. Mancini explicou que o desafio do mercado é enxergar oportunidades
além da complexidade. Sendo a informação e a tecnologia commodities, onde está
o diferencial e a vantagem competitiva? Está nas competências e estratégias que
você criar. Fazendo uma simples analogia com um prato de comida, o diferencial
não está no arroz que é vendido no mercado, mas sim no prato que você é capaz
de fazer com esse arroz. Sobre essa analogia tem um artigo bastante conhecido
de Nicholas Carr, um dos gurus da Internet e bastante polêmico, cujo título é "A tecnologia já não importa", de 2003.
Como digerir e entender o impacto que essas ondas
tecnológicas produzem sobre nós? Nós eu quero dizer gestores de áreas de
negócio, gestores de informação, gestores de tecnologia da informação, CIOs e
demais profissionais envolvidos em governar as novas organizações? Como lidar
com as informações estruturadas e não-estruturadas, com sistemas de informação
corporativos de todos os negócios que são capazes de serem gerados e com o
legado que representa um passado, normalmente caótico e híbrido? A
informação extrema está associada à combinação desse cenário ao volume de
informação não-estruturada em redes sociais e meios de comunicação emergentes
como Wthatsapp, Hangout (Google), Webconferência etc. O BigData também é
um componente desse cenário, pois é a capacidade de capturar, analisar e
utilizar os dados que nos permite interpretar e produzir uma quantidade
inimaginável de informação.
Há quem diga que na verdade nada mudou, só aumentou
o volume de informação, mudaram as tecnologias, mas a essência do desafio na
gestão nas organizações permanece o mesmo. Eu diria que sim, o desafio sempre
existirá, mas a complexidade desloca esse desafio de cenário. O planejamento
estratégico decididamente hoje é elaborado quase que em tempo real. Lembram-se
quando era feito de 2 em 2 anos, ou até mais? Você passa a ter de enxergar as
possibilidades de outra forma, pois as informações que as empresas recebem e
como elas serão processadas e reutilizadas fará toda a diferença. Um exemplo
claro é o comportamento do usuário no uso de dispositivos móveis. O quanto isso
afetará as ações de marketing, de TI, de comunicação e de governança? Essa
resposta será dada pela prática do pensamento extremo, capaz de lidar com o
volume de informação extrema.
Podemos brincar de vidente e enviar um email para nós mesmos no futuro
através do http://www.futureme.org arriscando
títulos para os temas do ECM Show 2020, por exemplo. Será que temos alguma
chance de acertar? Muito difícil.
O perfil desse profissional certamente não existe ainda e imagino que ele
se dê na combinação de algumas competências multidisciplinares. Pela
experiência em projetos e pelo que vivencio em organizações, acho ser um erro
atribuir a uma única área a responsabilidade por projetos complexos de
tecnologia da informação e comunicação. Essa atitude fatalmente provoca um viés
no projeto e os profissionais não foram formados à luz do pensamento sistêmico,
que dirá extremo. Comitês e grupos interdisciplinares são bem vindos. Wikis são
essenciais para organizar e compartilhar informação e documentação ao longo do
projeto e a busca por melhores práticas pode reduzir muito o tempo e custo do
projeto.
Para ler mais a respeito recomendo o slideshare "A empresa na era da informação extrema", de José Papo, evangelista da Amazon e excelente
palestrante! Assisti uma palestra sua na PUCSP e fiquei encantada com sua
capacidade em transformas o complexo em simples. Bem, não tão simples assim...rs. A apresentação é muito rica em exemplos e vale
conferir!
E você o que acha desse assunto? Espero seus comentários!
E você o que acha desse assunto? Espero seus comentários!

Olá! Seja muito bem vindo. Comente, sugira, critique. Vamos debater o tema?
ResponderExcluirRenate, vejo que está cada vez mais difícil encontrar os limítrofes entre uma coisa e outra, a evolução tecnológica não nos dá esse luxo, é muita inovação, quem quiser e tiver "idade" tem que correr atrás, tudo se mistura, se transforma, se reinventa: conectividade, acessibilidade, operabilidade, interatividade, mobilidade, reciprocidade, cooperatividade, multidisciplinaridade... Valeu pelo post!
ExcluirOlá Ana! De fato, tudo nos interessa, tudo é importante e tudo nos impacta com muita rapidez. Não há tempo para assimilação, as tecnologias se sucedem...uma dica é o foco. Focar em um tema e acompanhar sua evolução. É muito difícil para nós que somos apaixonados por muitos assuntos, mas profissionalmente precisamos buscar um rótulo e nos especializar. Grata pelo comentário!!
ExcluirUm assunto bem interessante e quanta competência para ser esse profissional que já "vê" o futuro com antecedência. Fiquei um pouco zonza com tudo isso...rs
ResponderExcluirPois é Margarida...precisamos nos reinventar permanentemente. Que bom que gostou! abs
ResponderExcluirGostaria de saber como consigo um material sobre " era da informação extrema" como quem criou esse termo? algum artigo falando sobre isso ou livro ? ou mesmo a palestra do evento em São Paulo tem como ter acesso?
ResponderExcluirOlá Marcio! Pois é...também estou procurando saber se o termo foi cunhado por alguém...rs. Ainda são poucas as referências sobre o assunto e a busca do Google não passa de 2.000 itens. O melhor material q encontrei é o slideshare que recomendo no texto de José Papo da Amazon e os melhores livros vc verá no próprio slideshare. Sobre o evento, as palestras foram disponibilizadas apenas paras os participantes, mas no youtube vc encontra alguns vídeos, inclusive de John Mancini falando sobre o tema. abs
ExcluirEntendi. Muito obrigado pelas informações e indicações!! vou procurar as informações !!
ExcluirRenate, gostei muito do seu post e do seu blog. Tomei a liberdade de compartilhar esse post com minha turma de especialização em Gestão Estratégica da Informação: http://ufmggei2013.wordpress.com/2013/12/07/informacao-extrema/
ResponderExcluirObrigada.
Olá Iu Bicalho!
ExcluirGrata pela publicação no blog da turma! Já fui lá agradecer a publicação. Com certeza teremos um cross de conteúdos interessantes. Os interesses são os mesmos. abs