A primeira vez que ouvi a expressão "curadoria de informação", coincidiu com a primeira vez que ouvi falar em BigData, a explosão da informação.
A curadoria de informação na web foi o tema da palestra do pesquisador Steve Rosenbaum, autor do livro Curation Nation, em 2011, quando ele menciona que precisamos de alguém para nos dizer o que de fato é importante. Nossos cérebros não conseguem processar a informação relevante na quantidade que ela está sendo ofertada. Como preservar a qualidade e relevância?
Por mais que o Google crie algorítimos e procure tentar mapear nossos pensamentos filtrando informação, ainda não é possível traduzir a complexidade de nosso cérebro mapeando e interpretando o que pensamos. Isso, sem contar que a mesma informação pode ter significado e valor diferente para cada receptor.
Será que estamos chegando em um momento onde os computadores interpretarão nossas perguntas através de sinais cerebrais e ultrapassaremos a web semântica, pois dela já não precisaremos?
O cientista brasileiro, Miguel Nicolelis, acaba de provar em uma palestra em São Paulo, emocionando a platéia, que um macaco nos EUA consegue enviar sinais cerebrais a um robô no Japão, fazendo com que o robô ande. Nichollelis promete grandes avanços para daqui a dois anos no máximo. Ainda segundo Nichollelis, estamos saíndo da era do culto ao corpo para a era do culto ao cérebro que simplesmente não precisará mais do corpo. Exagero? Não dá para afirmar diante das evidências por ele mostradas.
Simultaneamente a esses avanços, estamos ouvindo falar da Internet das coisas , tecnologia que possibilita a comunicação entre você e as garrafas de cerveja de sua geladeira.
Qual seria o papel do curador de informação diante desse cenário? É um papel complexo, de visão sistêmica, que requer rigor, critério, conhecimento de fontes de informação, além de conhecer as múltiplas necessidades de seus usuários/internautas/clientes perante esse universo informacional que se apresenta. Criar significado e agregar valor à informação é a essência de uma curadoria de informação, papel indispensável em tempos de explosão da informação.
O que você acha sobre esse tema?
Próximo post? O que estou aprendendo no uso do Twitter.
Adorei o post e por você ter criado o blog. Aquele evento que estava sendo transmitido e que Pierre Levy estava ele disse que, a internet não é fonte de informação, mas ela é feita de pessoas e essas pessoas que são fontes de informação. Ou seja você está aqui passando o que sabe, cabe a nós sugarmos essa incrível fonte de informação!
ResponderExcluirParabéns!!!
Grata Stephanie! Tenho lido muito e senti vontade de compartilhar.
ResponderExcluirDe fato a Internet não pode ser considerada fonte de informação e sim as pessoas que nela compartilham seus conhecimentos. As migalhas de pão deixadas em um comentário ou post, são ricas demais e cabe a nós exercer o papel de curador para saber filtrá-las e reutilizá-las!